terça-feira, 19 de novembro de 2013

Punhos cerrados,bolso aberto.


          O Brasil com sua visão pós-moderna de ver a economia, na verdade, se resumia em um parnasianismo de idéias e ideais. Hoje os símbolos fortes onde até semana passada eram intocáveis desmoronaram-se. O poder e a riqueza não impediram o julgamento do STF(Supremo Tribunal Federal).
       Com isso, militantes do PT, gritaram pela soltura de Genoíno e Jose Dirceu, mas por outro lado tem um país inteiro cansado de levar sapatadas dos homens que deveriam construir idéias e progresso, vimos escândalos de enriquecimento ilícito, a mudança de suspeitos a acusados.

       Acompanhei esse momento histórico para o país com muito cansaço, pois se tratava de algo que deveria acontecer sempre e não ser algo peculiar em 2013. Os punhos cerrados dos homens do mensalão alegando serem presos políticos,vítimas de uma organização anti-PT transpareceu uma imediata reação dos brasileiros nas redes sociais,do Oiapoque ao Chui,uma constatação: A corte não tem mais bobos.      

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Durma Drummond

Por:Ed.C.Siqueira

       A incontestável qualidade poética de Carlos Drummond de Andrade, já pode ser considerada assunto clichê, porém a história de vida desse mineiro de Itabira é uma poesia recitada por décadas.
       A dor de perder um filho, com meia hora de vida, fez de Carlos, um Drummond diferente, no modo de enxergar a vida, com mais sílaba e menos pedras no caminho, se existia não havia mais.
       Maria Julieta Drummond de Andrade, a primeira e única filha do poeta, chegou à vida dele como uma espécie de transformação de um grito de tristeza para um de alegria, muito apegado a filha, Drummond ficou até o fim, ao seu lado,no momento em que ela descobriu um câncer, até sua morte em 1987. Drummond, não aguentou
tamanha dor e dias depois faleceu, a morte por causa da morte ou, apenas, uma desculpa da vida?

        Durma Drummond. Nós mortais viramos noites com a insônia de seus versos.       


terça-feira, 22 de outubro de 2013

São dos otimistas que a vida gosta.

 
                 Quantas vezes você já ouviu as velhas frases: Milagres não existem! Você não vai conseguir, desista dessa ideia louca, eu não te dou um dia para você parar com isso.
                 Pessimismo barato, comprado na loja da esquina. Aderido pelo tempo, pelas suas frustrações e numa tentativa desesperada de não aguentar ser mais frustrado sozinho vem a tentativa de contaminar a todos que estiverem receptivos a sua árdua missão.
                 A diferença dos otimistas para os pessimistas é uma, apenas: Os otimistas fazem.Os pessimistas especulam. Não seja um desses vetadores de sonhos,se o destino lhe fez mal, faça na vida o bem,pois assim quem sabe o destino não possa te dá uma segunda chance.Temos quase nenhum tempo,quase nada a vida é como se fosse a hora do almoço.Passa no piscar dos olhos.

                 Acredite em você! Seja mais você! Lute por você! Porque se você não fizer isso primeiro. O segundo vai te deixar de mão. Otimismo sempre você não vai perder nada, apenas saiba onde fica o chão e acredite!

domingo, 20 de outubro de 2013

Os caminhos e as extensões de um negócio

Recebi uma melodia com o seguinte título:"Esse negócio que é amar"E pensei em negócio como empreendimento.O amor está cada vez mais comercializável.Mais o sentido dessa palavra está perdendo seus valores.Amar alguém não é uma viagem a dois,um jantar romântico,um carro de som jurando promessas eternas.Amar é ser receptivo,entender o tempo do outro.Para ser feliz não precisa viajar e tirar fotos com mil poses,basta assistir uma TV ou ficar na varanda admirando as estrelas.O amor por mais que milhares de pessoas tentem buscar uma definição,inclusive essa pessoa aqui que redige esse texto.O amor não tem explicação exata é uma ciência sem conceitos.Espero que um dia você ame.Ame bastante outra pessoa,mas não confunda amor com paixão porque isso é a grande confusão da humanidade. Por:Ed.Siqueira

Espíritos Humanos


Desde que o samba é samba...

Por: Ed. Siqueira

        Desde que o Brasil começou a andar com seus próprios pés vivemos em estado democrático por direito. E temos a liberdade de expressão para falar o que quiser, contudo, que sejamos responsáveis pelo que for dito.
         A polêmica das biografias, o ringue que se fez entre biografados e biógrafos, apenas constata a precariedade da nossa justiça. Se os biografados tivessem a certeza que se sentindo caluniados ou injuriados por qualquer biografo pudessem recorrer à justiça para tentar como a própria palavra diz fazer justiça. Não só essa história teria outro rumo, mas atingiria o país todo.

         Mas, nada é como queremos, muito menos como imaginamos. Liberdade de expressão?Estado democrático?Que chavões são esses?Todo mundo sabe, ninguém vive. Acolhemos uma espécie de poder fora de enquadro. Onde Manuel é mais importante que João que acha que Pedro não vale nada. É um ciclo de capitalismo, onde o poder dita as regras será que vivemos em uma grande bolha de interesses?Talvez os biografados querem,apenas defender as suas imagens com diversas facetas.Ou,apenas não querem sofrer nenhum tipo de julgamento,ou querem participar dos lucros que acho que nessa questão eles  estão em seus direitos,mas eu me pergunto com uma censura prévia onde vamos parar?No calabouço da Ditadura ou nas garras de um Brasil que de cultura emergente me parece que não tem nada. 


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Mais que classificação.Bósnia-Herzegovina,na copa de 2014.

Imagine uma criança sabendo que pela primeira vez vai à Disney. Essa foi a sensação em Sarajevo, ontem com a inédita classificação da seleção de futebol da Bósnia-Herzegovina para a copa do mundo do Brasil em 2014. As pessoas radiantes nas principais ruas do país davam o tom de euforia, sabendo que algo estava mudando. A conquista não só vai trazer visibilidade para um país ameaçado pelo tempo. Não só imagine pessoas felizes por sua nação ser representada em um campeonato mundial, mas imagine pessoas patriotas, apenas querendo que aqueles jogadores que irão os represente, como os Taitianos na copa das confederações. O ineditismo é ótimo, mas a sensação de orgulho é melhor ainda.