terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Eu tenho,Tu tens,Ele tem,nós temos...
Capricho dos mestres, ou precariedade, quem fica com a segunda opção, quando o assunto é educação de qualidade no Brasil e a reivindicação dos professores pelo um ensino digno.
Hoje, três de dezembro, de dois mil e treze, aluno que se sentir ofendido pode simplesmente levantar e deferir um soco no professor (a), então, viva! À farra das drogas na sala de aula, ou quem sabe levar uma arma de fogo para cortar o barato de algum Mané.
Vamos receber o auxilio do governo e comprar mais drogas ali na esquina,ou tomar a renda do cobrador de ônibus, matar o dono do bar porque não tinha mais dinheiro. Vamos aparecer na TV e rir da cara do filho e do irmão da vitima.
Gente!A culpa é do marginalzinho, menor de idade que tomou o celular da estudante. Fica mais fácil para você aceitar, para mim, para todos que tentam se proteger de um mal que vem de uma história bem mais complexa do que falta de oportunidade ou exclusão da sociedade.
As diretrizes são moedas importantíssimas na renovação de uma cultura, precisamos mudar. O verbo TER aparece como aliado das desculpas. TER educação, TER saúde, TER segurança. Tudo bem.E TER renovação de uma cultura?Será que esse caminho não seria trilhado com mais intensidade e proveito?
Vamos parar com esse papo de somente cobrar das pessoas que vivem à margem de qualquer chance de não se tornar um miserável de espírito e revolta.Precisamos de uma política de costumes e respeito,precisamos de um país que o pedestre coloque os pés na faixa de pedestre e os carros parem,precisamos de um país onde o cliente receba o troco a mais e devolva a moça do caixa.
A escola, Universidade não ensinam isso. Você precisa desses costumes para uma mudança.Se você preferir viver nessa sua bolha,que o país faça de você exceção.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Velhos tempos,novos leitores.
O fenômeno de vendas de 2013, ”Toda
Poesia”, do escritor curitibano Paulo Leminski,desbancou em vendas o livro “Cinqüenta
Tons de Cinza”, da escritora E.L. James.
A grande supressa foi um livro de
poesia ser Best Seller,já que os brasileiros não tem o hábito de comprar poesia,Paulo
Leminski morto há 24 anos,é digno de um estudo, de uma nova geração de leitores
com pensamentos mais abstratos da poesia, do que o concretismo de um romance,por
exemplo.
Fiquei feliz,em poder presenciar que
esse “rótulo”que fizeram em cima do segmento Poesia não vender, pode sim, ser
quebrado e que Leminski ,quem sabe, está abrindo portas para uma nova idéia e
uma nova sociedade de leitores.
Claro que, essa mudança dos
leitores e das editoras não vai ser imediatamente,mas Leminski ajudou dando esse
passo. Espero escrever a respeito da igualdade de vendas de um livro de poesia
para um livro de ficção.
Nesse dia muitos versos vão sobrevoar a literatura.Seja no impresso ou digital..
terça-feira, 26 de novembro de 2013
A Tarde linda não é mais tão linda assim.
Há
algum tempo as pessoas, podiam aproveitar as tardes com despreocupação e não se
sentiam acuadas pela violência que assola atualmente o Brasil. Ver o sol se pôr
é questão de medo, em que tempo estamos onde ser livre é está por trás do portão
da nossa casa.
Aderimos à escolha pelo virtual muito por conta disso, da necessidade e da sensação de se sentir protegido em nosso recanto. Com isso, quando o sol vai tomando outro rumo, as ruas vão ficando cada vez mais desertas.
Aderimos à escolha pelo virtual muito por conta disso, da necessidade e da sensação de se sentir protegido em nosso recanto. Com isso, quando o sol vai tomando outro rumo, as ruas vão ficando cada vez mais desertas.
E
isso vai perdurar por muitos anos, promessas de acabar com a violência é papo
de guia eleitoral, a violência é uma organização forte e com sustentação do
trafico de drogas, portanto, quem sabe daqui há 50,60 ou talvez 80 anos as
coisas não mudem, porque a tendência é piorar e vamos está impotentes assistindo
a farra de um tempo assustador.
domingo, 24 de novembro de 2013
A Cidade dos Desumanos.
O que está acontecendo com uma palavra
chamada “humanidade” já há alguns anos, crimes famosos envolvendo familiares
acontecem no mundo todo.Quem não se lembra da bela Madeleine McCann, que sumiu
de um quarto de hotel e até hoje o mistério continua, mas o que mais chama
atenção é que os pais da garotinha são os principais suspeitos do seu
desaparecimento.O que falar da pequena Isabella Nardoni, morta depois de ter sido arremessada da sacada
do apartamento do seu pai Alexandre Nardoni e de sua madrasta,Anna Carolina
Jatobá.(Ambos condenados pelo crime)O que falar do caso épico da família Richthofen, e a falta de humanidade,de um amor que é intocável chamado laço paternal e fraternal, envolvendo pai e filho,filho e pai.A ausência disso denomina-se,Suzane Richthofen.
Será que o Nando Reis
estaria certo quando escreveu na canção “Relicário” “O mundo está ao contrario e ninguém reparou”, Não, o mundo
permanece no seu devido lugar com seus ódios e amores, problemas e soluções, estresses
e diversões, mas o mundo está perdendo em HUMANIDADE. Isso me assusta como ser humano,
futuro pai, futuro tio. Esse temor pelo futuro é algo digno de sentir uma
essência cada vez mais forte de frieza das pessoas, que de alienígenas não tem
nada, estão cada vez mais fortes e sãs em suas atitudes.
Gostaria de
desconstruir essa cidade que levantaram com calorosos debates e firmes raivas
com tamanhas crueldades, mas quando vamos aprender que ter HUMANIDADE não é ser
necessariamente amoroso, gentil, carinhoso, é apenas ser correto com sua
consciência e sua dignidade.
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Com Quantos "Amarildos" Se Faz Um País?
“
"O sol da liberdade em raios fúlgidos, brilhou no céu da pátria nesse instante” Esse verso do nosso hino, refere-se a um país propício a falar, indagar, questionar para ser mais especifico. E todos nós sabemos que isto, apenas está na letra do hino, infelizmente. Buscamos acomodar fatos e esquecê-los, por não ser com nenhum de nós ou com algum familiar nosso,egoísmo a serviço do descaso. Oras, somos brasileiros e não mosqueteiros, que papo é esse seu colunista? De “Um por todos e todos por um” Que frase mastigada para uma democracia falida. Tudo bem, mas falência se deve a incompetência ou ausência de interesse em buscar alternativas cabíveis. Somos mais que gritinhos de protestos. Vamos buscar medidas,não comprá-las na primeira boutique de marca. Mas, na verdade somos “Amarildos” em busca de uma terra conhecida chamada sobrevivência e obrigação. Com quantos “Amarildos” se faz um país?Essa pergunta, talvez não tenha resposta concreta, mas tem solução e melhoria para qualquer Amarildo, basta ser uma voz e não um mero sussurro.
"O sol da liberdade em raios fúlgidos, brilhou no céu da pátria nesse instante” Esse verso do nosso hino, refere-se a um país propício a falar, indagar, questionar para ser mais especifico. E todos nós sabemos que isto, apenas está na letra do hino, infelizmente. Buscamos acomodar fatos e esquecê-los, por não ser com nenhum de nós ou com algum familiar nosso,egoísmo a serviço do descaso. Oras, somos brasileiros e não mosqueteiros, que papo é esse seu colunista? De “Um por todos e todos por um” Que frase mastigada para uma democracia falida. Tudo bem, mas falência se deve a incompetência ou ausência de interesse em buscar alternativas cabíveis. Somos mais que gritinhos de protestos. Vamos buscar medidas,não comprá-las na primeira boutique de marca. Mas, na verdade somos “Amarildos” em busca de uma terra conhecida chamada sobrevivência e obrigação. Com quantos “Amarildos” se faz um país?Essa pergunta, talvez não tenha resposta concreta, mas tem solução e melhoria para qualquer Amarildo, basta ser uma voz e não um mero sussurro.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Punhos cerrados,bolso aberto.
O Brasil com sua visão pós-moderna de
ver a economia, na verdade, se resumia em um parnasianismo de idéias e ideais. Hoje
os símbolos fortes onde até semana passada eram intocáveis desmoronaram-se. O
poder e a riqueza não impediram o julgamento do STF(Supremo Tribunal Federal).
Com isso, militantes do PT, gritaram
pela soltura de Genoíno e Jose Dirceu, mas por outro lado tem um país inteiro
cansado de levar sapatadas dos homens que deveriam construir idéias e progresso,
vimos escândalos de enriquecimento ilícito, a mudança de suspeitos a acusados.
Acompanhei esse momento histórico para o
país com muito cansaço, pois se tratava de algo que deveria acontecer sempre e
não ser algo peculiar em 2013. Os punhos cerrados dos homens do mensalão
alegando serem presos políticos,vítimas de uma organização anti-PT transpareceu uma imediata reação dos brasileiros nas redes
sociais,do Oiapoque ao Chui,uma constatação: A corte não tem mais bobos.
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Durma Drummond
A incontestável
qualidade poética de Carlos Drummond de Andrade, já pode ser considerada
assunto clichê, porém a história de vida desse mineiro de Itabira é uma poesia
recitada por décadas.
A dor de perder
um filho, com meia hora de vida, fez de Carlos, um Drummond diferente, no modo
de enxergar a vida, com mais sílaba e menos pedras no caminho, se existia não
havia mais.
Maria Julieta
Drummond de Andrade, a primeira e única filha do poeta, chegou à vida dele como
uma espécie de transformação de um grito de tristeza para um de alegria, muito
apegado a filha, Drummond ficou até o fim, ao seu lado,no momento em que ela
descobriu um câncer, até sua morte em 1987. Drummond, não aguentou
tamanha dor
e dias depois faleceu, a morte por causa da morte ou, apenas, uma desculpa da
vida?
Durma Drummond.
Nós mortais viramos noites com a insônia de seus versos.
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